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Atividade da indústria da construção registra queda pelo quarto mês consecutivo


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou na última sexta-feira (25) a Sondagem Indústria da Construção referente a março, que mostrou queda da atividade da indústria da construção pelo quarto mês seguido. No período, o nível de atividade registrou 47 pontos, abaixo da linha divisória de 50 pontos. O último mês em que este indicador esteve acima dos 50 pontos foi em março de 2012.
Comparada à atividade usual para o mês, a retração fica mais evidente: o índice situa-se abaixo dos 50 pontos por 23 meses consecutivos. O baixo desempenho da atividade da indústria da construção deve-se às complicações no setor carregadas do ano passado, como a falta de demanda e a dificuldade no acesso ao crédito, segundo a CNI.
Apesar de ser comum aos três portes empresariais, o desempenho abaixo do esperado é mais evidente entre as pequenas empresas (indicador de 41,7 pontos em março, ante 43,1 para as médias e 44,4 para as grandes). Entre os setores, o mais desaquecido é o de Obras de Infraestrutura, que registrou 41,6 pontos, contra 42 para Serviços Especializados e 44,1 para Construção de Edifícios.
A Utilização da Capacidade de Operação (UCO), que mede o percentual utilizado no período de um mês do volume de recursos, mão de obra e maquinário, manteve-se estável em março, repetindo os 69% de fevereiro (com 1 ponto percentual abaixo do índice registrado em março passado), mas o indicador do número de empregados mostrou queda, ficando com 46,6 pontos em março.
De acordo com a sondagem, os empresários do setor estão insatisfeitos com a margem de lucro operacional (indicador situado em 41,6 pontos no primeiro trimestre) e a situação financeira (45,7 pontos), ambos abaixo da linha divisória de 50 pontos, além de registrarem a pior avaliação desde o início da série em dezembro de 2009.
A expectativa dos empresários em abril para o próximo semestre continua positiva (acima da linha dos 50 pontos), mas em comparação com as perspectivas de março, o otimismo recuou nos indicadores: nível de atividade (55,3 pontos em fevereiro para 54 pontos em março); novos empreendimentos e serviços (de 55 para 53,7 pontos entre um mês e outro); e evolução do número de empregados (de 54,1 em março para 52,7 em abril).
O único indicador de expectativas que não registrou recuo foi o de compras de insumos e matérias-primas, que situou-se em 54,2 pontos em abril ante 54,1 pontos no mês anterior.