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AACE Brasil reúne especialistas para debater a formação de preços em obras públicas


O Seminário Formação de Preços em Obras Públicas, promovido pela AACE Brasil, reuniu cerca de 110 profissionais em São Paulo para debater diversos aspectos da engenharia de custos, dos processos de contratação e do atraso em obras de infraestrutura.
Aldo Dórea Mattos, presidente da AACE Brasil, elogiou o nível das palestras e dos debates. "Foi um dia produtivo de conhecimento e troca de informações. Não houve debate de contratante contra contratado ou de poder público contra construtoras", frisou o dirigente.
Mattos destacou ainda o esforço geral para se criar um método ideal para dar ao preço uma faixa de validade, a fim de que este não seja apenas um número frio, retirado de uma tabela de preços feita dentro de um universo pequeno de obras.
Para o vice-presidente do Sindicato da Construção do Estado de São Paulo, o engenheiro Luiz Antonio Messias, a engenharia de custos está dando um passo atrás ao não reconhecer que o Brasil é uma economia de mercado. "A concorrência livre de mercado deve determinar o preço de venda dos serviços da construção civil", completou.
Já para o arquiteto Mário Pini, é necessário criar uma agência de preços para o setor de contratação de obras públicas. "Nós percebemos que precisamos sair da zona de conflito para uma zona de construção efetiva e que a agência poderia contribuir muito com a participação dos vários segmentos da construção civil", explicou.
Além dessas palestras, participaram do evento o engenheiro André Baeta, auditor federal de Controle Externo do TCU; Raphael Marinangelo, mestre em Direito pela PUC-SP, sócio-fundador do Instituto de Direito Privado e diretor da AACE-Internacional; Luiz Heleno Albuquerque Filho, engenheiro civil e mestre em Geotecnia pela Escola de Minas/UFOP, que atualmente ocupa o cargo de coordenador geral de custos de infraestrutura de Transporte do DNIT; Luiz Claudio Pires Estima, engenheiro civil da Petrobrás; e Tatiana Oliveira, engenheira civil, mestre e doutora em Engenharia Civil formada pela UFRGS e atualmente é a responsável pela gestão do Sistema SINAPI.
O evento contou com o apoio da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), Caixa Econômica Federal, Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (Abesc), Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), Sindicato da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp).