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Preço da maioria dos imóveis deve subir até 5%, dizem construtoras


A maioria dos lançamentos imobiliários na cidade de São Paulo deve ter aumento de preço de até 5% a partir do início das regras do novo Plano Diretor, segundo um estudo do Secovi, sindicato que reúne construtoras.

O plano, com as regras para o crescimento da cidade nos próximos 16 anos, prevê aumento na taxa cobrada sobre construções acima do limite básico -uma vez o tamanho do terreno.

O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal e segue para a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT).

O Secovi fez 4.000 simulações, com base nos lançamentos existentes.

Como o aumento da taxa deve ser repassado para o preço cobrado do consumidor, cerca de 70% dos lançamentos terão reajuste entre 1% e 5%. Os demais terão aumento maior, que, em alguns casos, pode passar de 15%. 

A taxa de construção nas regiões próximas de trem e metrô será metade da cobrada para empreendimentos nos miolos dos bairros, que devem subir mais. O objetivo é estimular moradia do perto do transporte público.

Por exemplo, no miolo do bairro, o metro quadrado de um apartamento de dois quartos em Pinheiros (zona oeste), com 62 m² de área útil, passará de R$ 10.827 para R$ 11,653 -variação de 7,63%. Outra unidade, também em Pinheiros e com dois quartos (67 m² de área útil), na região do eixo de transportes, teria reajuste do metro quadrado de R$ 7.599,57 para R$ 7.978,04 -aumento de 4,98%.

Já no caso de apartamento com 62 m² de área útil e um quarto, no Ipiranga (zona sul), no miolo do bairro, o reajuste chega a 15,27%.

O presidente do Secovi, Claudio Bernardes, afirma que o mais afetado é o comprador. "Quem vai pagar não somos nós. Se o comprador não puder pagar, nós não vamos produzir", diz.

Após ajustes na tabela final, porém, ele afirma que os valores não são inviáveis, como já chegou a definir.

Diante da crise na mobilidade, diz ele, é realmente necessário estimular a moradia perto do transporte.

As simulações do Secovi levam em conta apenas o reajuste da taxa para construir. Outros fatores, como a possível valorização de terrenos perto dos eixos, não são considerados para o cálculo.

Da Redação, original Folha de S. Paulo.