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Para SindusCon-SP, construção deve fechar 2014 com crescimento entre 0% e 0,5%


O Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP) prevê que o setor cresça entre 0% e 0,5% em 2014, em comparação com 2013. A estimativa, que revisa para baixo a aposta em uma alta de 1%, feita anteriormente pela entidade, leva em conta o enfraquecimento da atividade em todas as regiões do País, sobretudo no Centro-Oeste, Sudeste e Norte.
Em sua apresentação, a coordenadora de projetos da construção da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ana Maria Castelo, apontou o declínio de lançamentos no mercado imobiliário brasileiro. Até outubro de 2014, foram lançadas 177.344 unidades no País, contra 269.367 unidades lançadas no mesmo período de 2013, de acordo com dados do Sistema de Informação de Mercado (SIM) da Criactive.
Na região Metropolitana de São Paulo, houve queda de 16% nos lançamentos residenciais de 2014, em comparação com 2013 (no acumulado do ano até outubro, de acordo com dados da Embraesp). A queda registrada nas vendas na cidade foi de 37%.
Também se registrou queda no volume de construções no Brasil. Até outubro de 2014, de acordo com informações do SIM, estavam em construção 28,1 milhões de m2, contra 28,5 milhões de m2 no mesmo período de 2013.
"O auge do crescimento do setor foi em outubro de 2012, a partir de quando o ciclo começa a atenuar, com redução do número de lançamentos e de vendas", afirmou Castelo, em entrevista coletiva concedida em conjunto com José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP, e Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia da entidade.
Os maus resultados, sobretudo no segmento residencial, foram contrabalançados pela expansão dos investimentos em infraestrutura, que passaram de 2,45% do PIB, em 2013, para 2,54% do PIB, em 2014. "Os investimentos em infraestrutura cresceram neste ano, mas indiscutivelmente ainda são baixos, inferiores aos 3% considerados o patamar mínimo para repor depreciação", apontou Castelo.
Também pesaram na balança os investimentos feitos pelo Governo no programa Minha Casa, Minha Vida, que atingiram R$ 223,14 bilhões até julho de 2014, de acordo com a Caixa Econômica Federal. "Indiscutivelmente, sem o MCMV, a desaceleração teria sido muito mais forte", disse Castelo.
O emprego com carteira assinada deve registrar retração de 0,3% em 2014, puxado pelo mau resultado do mês de outubro. Em setembro, o total de empregados no Brasil era de 3.528.396 pessoas. No mês seguinte, o número caiu para 3.489.924 - uma queda de 1,09%. "Em outubro, novembro e dezembro esperam-se mais demissões e menos contratações, mas a queda em outubro foi mais forte", disse Castelo.
O PIB da construção que se baseia em volume - e leva em conta a produção de insumos - registrará queda superior a 5%, de acordo com o SindusCon-SP. O PIB das empresas terá desempenho levemente positivo, de 0,5%.