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Setor aposta em alta de 3% no PIB da construção em 2020



Um estudo feito pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou que o PIB da Construção deverá encerrar o ano de 2019 com crescimento de 2%, em relação a 2018. Com isso, será interrompido um ciclo de cinco anos consecutivos de queda no indicador. A análise também projeta um crescimento de 3% em 2020.

Os dados foram divulgados durante entrevista coletiva em São Paulo, que contou com a presença do presidente do SindusCon-SP, Odair Senra, do vice-presidente de Economia da entidade, Eduardo Zaidan, e da coordenadora de Projetos da Construção da FGV, Ana Maria Castelo.

A alta no PIB da construção deverá ser fortemente impactada pelo consumo das famílias, que no acumulado de 2019 subiu 1,8%. Entre os segmentos formais, o crescimento do setor neste ano deve ser puxado pelos setores de autoconstrução e reformas (+3%), serviços especializados (+2,5%) e infraestrutura (+1%).

O setor de edificações deverá apresentar variação nula, já que a alta nas vendas no mercado imobiliário começou a se traduzir nos indicadores de atividade somente nos últimos meses de 2019.

“As perspectivas são de crescimento mais expressivo do ramo imobiliário e dos demais segmentos do setor em 2020”, afirmou Odair Senra.

Com relação ao setor de infraestrutura, segundo Ana Maria Castelo, apesar da melhora apurada nos dois últimos anos, não se observa um novo ciclo se iniciando. “Avançou-se, mas pouco”.

A pesquisa feita pelo Sinduscon-SP apontou, ainda, que em 2020 a projeção para o PIB da construção é de crescimento de 3%. O indicador deverá continuar sendo impactado, principalmente, pelo consumo das famílias, e no âmbito dos segmentos formais pela autoconstrução e reformas.

A previsão é de que o setor de edificações residenciais tenha um ritmo melhor de crescimento, e as obras de infraestrutura sigam em uma lenta retomada.

“Ainda assim, não vamos nos enganar com a escala, estamos falando de um crescimento de 2% em 2019, e de 3% em 2020. Estamos ainda muito longe de recuperar a queda de 30% [que perdurou de 2014 até 2018]”, disse a representante da FGV.

A principal preocupação fica por conta da indefinição relativa à continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que, segundo o Governo Federal, será reformulado ainda em dezembro de 2019. A expectativa do Sinduscon-SP é de que as novas mudanças no MCMV sejam positivas, mas ainda não é possível determinar os reais impactos da iniciativa.