banner_fornecedores

Atividade industrial paulista mostra reação em maio, aponta Fiesp e Ciesp
A indústria paulista de transformação mostrou reação positiva em maio, após dois meses de quedas generalizadas em março e abril. O Levantame... Leia mais.

Confiança empresarial recupera 61% das perdas do bimestre março-abril
O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 16,7 pontos em junho, para 173,6 pontos. Com a segunda q... Leia mais.

Estudo da Juntos Somos Mais mostra a expectativa dos varejistas no pós-crise
Pesquisa realizada pela Juntos Somos Mais, ecossistema do varejo da construção civil, que contempla mais de 75 mil varejistas e mais de 20 e... Leia mais.


Usuário:
Senha:


Setor da construção critica redução de crédito imobiliário pela Caixa


A decisão da Caixa Econômica Federal de reduzir o teto de financiamento para imóveis usados desperta preocupações entre participantes da indústria de construção e, segundo representantes do setor, lança dúvidas sobre o ritmo de recuperação de uma área que ainda sente os efeitos da mais severa recessão econômica em décadas. A Caixa anunciou na semana passada que voltaria a reduzir o limite de financiamento para imóveis usados a 50% do valor do bem a partir de 25 de setembro, na mais recente de uma série de medidas que restringem a concessão de crédito imobiliário pelo banco.
Entidades que representam empresas de construção ainda conduzem estudos para mensurar o impacto da medida, mas a avaliação inicial é de que a decisão da Caixa pode retardar ainda mais a retomada dos negócios.
“O setor imobiliário vive um dos piores momentos. Já está muito difícil para nós e mais esse aperto no crédito não vem em bom momento”, afirmou à Reuters nesta segunda-feira, 25, o vice-presidente de habitação popular do Sindicato da Indústria de Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Ronaldo Cury. Segundo ele, as construtoras têm se empenhado para concluir obras em andamento e ainda são poucas as que se arriscam em lançar novos empreendimentos. “Na cidade de São Paulo, onde se pratica médio e alto padrão, o mercado tem ilhas de alegria em um mar de tristeza”, comentou Cury, citando as faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida e produtos nicho.
Para o presidente do Secovi-SP, Flavio Augusto Ayres Amary, o impacto da medida anunciada pela Caixa deve ser generalizado, afetando tanto as vendas de imóveis usados quanto de novos. “Mas esperamos que essa seja uma solução temporária e que a Caixa busque outras alternativas”, afirmou o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo.
Mesmo assim, Amary disse que a tendência, embora lenta, é de recuperação no setor de setor de construção, à medida que a economia dá sinais de recuperação mesmo com toda a turbulência no cenário político.